domingo, 8 de abril de 2012

Do lirismo que é libertação

Pela primeira vez em meses, talvez anos, fiz exatamente o que quis nos últimos dias. A única coisa que fiz sem querer foi mergulhar na piscina numa noite fria pra cacete, mas tudo que eu quis eu me permiti fazer. Família, amigos, cachorro, tequila, saliva, roquenrou, sol, lua. Me permiti chorar quando achei que devia e sorri toda vez que me senti bem. E como me senti bem. Tive o melhor final de semana dos últimos meses, estive somente com quem quis e fazendo somente o que quis. É libertador ir dormir depois de um dia longo e não ter absolutamente nada do que reclamar: das pessoas, dos lugares, das escolhas, da música.

Me lembrou 2005, o ano mais interessante da minha vida - foi o ano mais pesado, mas também o ano mais livre. Não tem nada em 2005 de que eu me arrependa. Não tem nada de sexta pra hoje de que eu me arrependa.

Só não quero tudo de novo. Pros próximos dias, quero dias ainda melhores.

E haja tequila.

não quero saber do lirismo que não é libertação - mantra

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