segunda-feira, 30 de novembro de 2009

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Final de semana é sempre isso...essa ressaca moral que me acompanha até dias depois. E eu sempre fico com uma fucking pena de mim mesma. É foda.

Não há peso nem medida pra determinadas coisas, isso eu sei e sinto, mas renego devido a outras coisas que também sei e também sinto. O que falta, Daniela, é coragem. Porque a partir do momento que eu tiver coragem pra não fingir que isso que os outros fazem é normal, a partir do momento que eu evitar o confronto e o convívio ao invés de tentar evitar o sorriso sem-graça de ver gente em situação tão estúpida e limítrofe, as coisas começam a mudar. Não sei pra eles. Muda pra mim.

Não há peso nem medida pra isso. E de pensar nisso deixo de ter pena de mim mesma. E passo a sentir raiva. Por me permitir e estender tal permissão aos outros. Tem coisa que é difícil demais, doída demais, nociva demais. Nunca, nunca, nunca paga a pena.

Viu? Fim de segunda-feira e tou lidando com a ressaca moral até agora.

Talvez o que doa mais é saber que nos momentos mais difíceis isso vai estar sempre entre a gente, independente do que se faça. Olhe o retrospecto! Todas as vezes que pensei em fechar a porta, foi por causa disso. E mesmo sabendo disso, sei que isso vai estar em ti e consequentemente em mim, não só nos momentos ruins, mas até o dia que der.

É uma pena.

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I should have seen it coming when the roses died
Should have seen the end of summer in your eyes
I should have listened when you said good night
You really meant good bye

Baby ain't it funny how you never ever learn to fall
You're really on your knees when you think you're standing tall
But only fools are know-it-alls and I've played that fool for you

I cried and cried
There were nights that I died for you baby
I tried and I tried to deny it that your love drove me crazy baby

If the love that I got for you is gone
If the river I've cried ain't that long
Then I'm wrong yeah I'm wrong
This ain't a love song

Baby I thought you and me would
Stand the test of time
Like we got away with the perfect crime
But we were just a legend in my mind
I guess that I was blind

Remember those nights dancing at the masquerade
The clowns wore smiles that wouldn't fade
You and I were the renegades some things never change

It made me so mad 'cause I wanted it bad for us baby
And now it's so sad that whatever we had
Ain't worth saving oh oh oh
If the love that I've got for you is gone
If the river I've cried ain't that long
Then I'm wrong yes I'm wrong
This ain't a love song

If the pain that I'm feeling so strong
Is the reason that I'm holding on
Then I'm wrong yeah I'm wrong
This ain't a love song

I cried and I cried
There were nights that I died for you baby
I tried and I tried to deny it that
Your love drove me crazy

If the love that I got for you is gone
If the river I cried ain't that long
Then I'm wrong yeah I'm wrong
This ain't a love song

If the pain that I'm feeling so strong
Is the reason that I'm holding on
Then I'm wrong yeah I'm wrong
This ain't a love song

Then I'm wrong yeah I'm wrong
This ain't a love song
oh oh oh no no

[This ain't a love song - Bon Jovi]

Pra lembrar do tempo que minhas ressacas morais eram por conta somente da vodca vagabunda que eu bebia.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Presente de Natal



Presente de Natal. Ele dança, sabe?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

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E o que seria o amor senão esse cultivar diário de todas as coisas boas? Ainda faltando um mês pra minha casa, já penso em tudo que quero fazer na companhia dos meus irmãos. Passeios, cinema, pequenas viagens. Quero muito aproveitar os três (digo os três porque a mais velha mora à beira da praia, não precisa que a gente aproveite ela, rá!) o máximo de sempre. Nem que seja pra ficar em casa assistindo seriado. Ou ir ao Taguatinga Shopping jogar Beatles Rock Band. Quero aproveitá-los ao máximo porque, né? Sempre tem que ir e voltar. E quero aproveitá-los ainda mais, tendo em vista que pai e mãe estarão também à beira da praia curtindo uma lua-de-mel em cima da hora.

E o que seria o amor senão esse cultivar diário de todas as coias boas? Tudo do melhor quero pra eles, e sei que eles querem pra mim. E assim eles me mimam. É por isso que sou tão manhosa.

É muito, muito amor.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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Que o "espírito natalino" seja menos espírito de porco esse ano e faça com que as coisas sigam seu curso natural. Prezado Sr. "Espírito Natalino", quero passar o Natal em casa. Já é super deprê só pela sua presença. Na ausência dos meus, a coisa só desanda.

Ajuda aí, vai.

Faça com que todas as pessoas que compraram passagens para antes do Natal desistam. É mais importante pra mim do que pra elas, tenho certeza.

Quero natal em casa, com minha família. Quero muito.

Participe você também da campanha "deixe a Daniela passar o natal em Brasília" e assassine os passageiros dos dias 19, 20, 21, 22, 23 e 24 de dezembro".

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

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Sempre tem quem suavize os dias mais ásperos.

e até quem me vê lendo jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei....

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

dezenovedenovembro

É incrível como em todo dezenovedenovembro chove. E não falo de mudança climática. Chove em mim.

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Há, ainda, um suco de sentimentos. Há mágoa, raiva, culpa, ressentimento. Há sempre saudade. Porém, a cada dia, a cada ano, a cada aniversário, aumenta a sensação de liberdade. Ainda que tardia. A cada dia, a cada ano, a cada aniversário, diminui a sensação estúpida de culpa, uma culpa que eu sempre soube que não tive, mas que é irracional. E me faz querer salvar as vidas alheias. E me faz lutar por batalhas vencidas.

E mesmo sabendo que não tenho culpa e mesmo sentindo essa culpa burra, te peço desculpas. E te desejo luz, sempre. Ora, já se vão sete anos.

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Dia tenso, sempre.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

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how many special people change?

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pensando, pensando, pensando. a cabeça vai fritar, o cérebro vai derreter e não vou chegar a conclusão nenhuma.

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tenho vinte e cinco anos de sonho, de sangue e de américa do sul, até sexta-feira.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quem deita livre dorme livre

Reverbera em mim, nesse momento de tensão pré-aniversarística, um incrível senso de liberdade. Como se, depois de muito tempo com a cabeça embaixo d'água, eu pudesse voltar à tona para respirar. E sem depender de alguém na margem pra puxar minha mão. Reverbera em mim a noção há muito abandonada de que posso sim fazer coisas sozinha. Não por ser sozinha, mas por ser livre.

Reverbera em mim, nesse momento de tensão pré-aniversarística, um gostar do que vejo refletido no espelho.

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Daí que hoje é feriado estadual, assinatura do Tratado de Petrópolis e o que seja. Daí que o governo do estado transferiu o feriado para sexta-feira, dia 20. É, dia 20 é feriado. Não pra mim. Assim como não tenho folga no dia do aniversário. Escravidão rules (ainda).

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Dentre os presentes que gostaria de receber, além de uma serenata com All You Need is Love e um Xbox 360, vale também uma forma de passar uns dias com a minha família todos os meses. Ou uma viagem pra Buenos Aires ano que vem. Vale, claro, mais uma série de coisas. Mas vale o esforço pra me deixar encontrar a paz que tanto faz falta nesses dias. Vale o esforço de encontrar a paz comigo. A casa agradece.

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Sim, o título do post é uma frase de Diogo Soares, Los Porongas. Não sou grande fã da banda, mas não me impede de usar uma frase bonita dos caras. E que faça sentido. Tampouco me impede de creditar, ó.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

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Por que é tão difícil?, eu me pergunto.

Véspera de aniversário é sempre assim. Sempre assim. E some-se a isso a vontade de estar em casa e a falta de dinheiros e a preguiça régia.

Aniversariar é sempre difícil. Sempre.

E faltam só quatro dias. Três para o apocalipse, o dia mais difícil ever. E quatro pros cavaleiros chegarem com suas trombetas anunciando não o fim, mas um ano novo. É, você tá ficando cada vez mais velha e com mais coisas novas pra resolver.

Coisa boa.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

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Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
Estou pensando em casamento,
Mas não quero me casar.

Quem modelou teu rosto?
Quem viu a tua alma entrando?
Quem viu a tua alma entrar?

Quem são teus inimigos?
Quem é de tua cria?
A professora Adélia,
A tia Edilamar
E a tia Esperança.

Será que você vai saber
O quanto penso em você com o meu coração?

Quem está agora a teu lado?
Quem para sempre está?
Quem para sempre estará?

Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
As famílias se conhecem bem
E são amigas nesta vida.

Será que você vai saber
O quanto penso em você com o meu coração?

A gente quer é um lugar pra gente
A gente quer é de papel passado
Com festa, bolo e brigadeiro
A gente quer um canto sossegado
A gente quer um canto de sossego.

Estou pensando em casamento
Mas não posso me casar.
Eu sou rapaz direito
E fui escolhido pela menina mais bonita.

[O Descobrimento do Brasil - Legião Urbana]

é que bateu uma vontade de ouvir as músicas felizes da Legião. São poucas, tem que pescar uma ou duas em cada álbum. Mas sempre tem.

é, também, que lembra as coisas importantes da vida. minha irmã. minha prima. um dia de sol e vento frio.

ê, saudade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

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Inferno astral chegou. E bombando.

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Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.

Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.

Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.

Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin(g)'.
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.

The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.


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Preguiça master da vida.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

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O inferno astral me esqueceu esse ano. Sem tristezas repentinas, sem grandes problemas pra resolver, sem gente louca me perturbando...e muita casa, muita cama, muito amor.

E comida. Adoro comer. E depois de vários dias sem poder comer bem, por medo de voltar (ou continuar) a passar mal, comer sem medo. Sim, poucas coisas me satisfazem tanto quanto casa, comida e cama. É essa minha vida de velha.

O fato é que estou tranquila, feliz e satisfeita. Sei lá até quando dura. Pode muito bem acabar amanhã, meu inferno astral perceber que me deixou de lado e minha vida desandar. Mas por enquanto vou cantar amores que tá bom demais.

E por falar em cantar amores...queria uma serenata de aniversário. Com All You Need Is Love. É sério.

E as passagens Brasília/Rio estão tão baratas. Ain.

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Ontem, última gravação do Betho. O dia mais difícil, mais puxado, mais pressionado, mais cansativo e mais foda de todos. Fotografia belíssima, atriz arregaçando, equipe em sintonia sempre...bateu uma saudade antes mesmo de terminar.

O resultado...em dezembro. Agora é montar e editar. Vai ficar lindo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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Preparar manifestos me faz lembrar da época de estrela vermelha e de carregar o mundo inteiro nas costas. É, eu mudei. Ainda bem.

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Aun que me llames
Aun que vayamos al cine
Aun que reclames
Aun que ese amor no camine
Aun que eran planes y hoy yo lo siento
Si casi nada quedo
Fue solo un cuento
Fue nuestra historia de amor
Y no te voy a decir si fue lo mejor
Pues
Solo quiero saber lo que puede dar cierto
No tengo tiempo a perder
Aunque me llames
Aunque vayamos al cine
Aunque reclames
Aunque ese amor no camine
Aunque eran planes y hoy yo lo siento
Si casi nada quedo
Fue solo un cuento
Fue nuestra historia de amor
Y no te voy a decir si fue lo mejor
Pues
Stir it up
Little darling, stir it up
Come on, come on, come on
Come on and stir it up
Little darling, stir it up
Come on, Come on, Come on
Ya no se encantaram mis ojos em tu ojos.
Ya no se endulzara junto a ti mi dolor
Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
Y hacia donde camines llevarás mi dolor
Fui tuyo, fueste mia. Que más? Juntos hicimos
Un recodo en la ruta donde el amor paso
Fui tuyo, fuiste mia. Tu serás del que te amo.
Del que corte en tu hearto lo que hae sembrado yo
Yo me voy. Estoy triste. Pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No se hacia donde voy.
Desde tu corazon me dice adios un niño
y yo le digo adios
Solo quiero saber lo que puede dar cierto
No tengo tiempo a perder


Ouvi hoje cedinho, veio me dar bom-dia. Música dos Titãs com participação de Fito Paez e trecho recitado de um poema de Pablo Neruda. Lindo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

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Normalmente quando digo "minha casa", me refiro à cidade na qual nasci e onde minha família mora. Quando digo "minha casa" me refiro à Brasília. E acabei de voltar de lá. Tirando as complicações de fuso horário (sim, meu dia hoje vai ter duas horas a mais) e o fato de sair do aeroporto direto para o trabalho (vida de executiva cansa...), voltar dessa vez não doeu tanto, até porque mais uns 40 dias e já estou por lá de novo.

Pois bem, na minha casa tem um cachorro da raça daschound, ou cofapinho, o Maylow. Ele é velho (já tem mais de dez anos, mas lembrar sua idade será um esforço surreal nesse momento), tem pelos brancos e é rabugento. É depressivo. Sim, eu tenho um cachorro depressivo. Deixa eu explicar.

Ele passa o dia perseguindo minha mãe pela casa. Juro. Pode ter mais milhões de pessoas ali dentro, ele só quer a companhia da minha mãe. E quando ela sai, ele chora. Choraminga e faz cara de quem quer morrer. Juro de novo. E não adianta fazer carinho, dar comida e o escambau, ele só vai ser feliz de novo quando minha mãe voltar.

Sou apaixonada por cachorros. Acho os seres mais adoráveis sobre a terra e me dói quando vejo um ser maltratado. Gente, sério, quem vai fazer mal a um bichinho desses? E esses dias em casa me fizeram pensar no quanto cachorros são companheiros. Por mais que os amantes de gato digam que cachorros são submissos, o oposto de seus bichanos independentes (que graça tem um bichinho de estimação que só vem atrás de você por comida?), eu digo quantas vezes precisar: cachorros são bróderes. Só o que exigem de você é um potinho com água e comida, um espaço para suas necessidades fisiológicas e um pouquinho de festa na cabeça vezenquando. Em troca, te amam incondicionalmente, ao ponto de ficarem verdadeiramente tristes quando você não está por perto. Velho, sério, tem gente que fico duas semanas, dois meses, dois anos sem ver e nem um "saudade de vc!" no orkut rola. Meu cachorro sente saudade quando vou até a garagem do prédio pra fumar, e fico cinco minutos fora. Quando abro a porta, lá está ele abanando o rabo furiosamente como prova de sua felicidade por eu ter voltado. Ele fica feliz quando alguém de minha casa vai sair pra caminhada porque ele sabe que vai passear também. Simples assim. Sem nenhuma nuance de relacionamento que envolve vontades alheias e personalidades humanamente genuínas.

Daí que hoje, ao desembarcar em Rio Branco, soube da minha sogra que o cachorrinho que mora lá na casa deles, da mesma raça que o meu, comeu a fiação do meu carro. Fiquei chateada? Claro que fiquei, afinal é um problema que vou ter de resolver. Mas sabe o que me doeu? Minha sogra dizer que vai se livrar do cachorro. Velho, doeu de verdade. Primeiro porque eu amo aquele pequeno, cachorros pra mim independente da idade serão eternamente filhotes. Segundo porque, embora entenda a chateação que causa o cachorro causar danos à casa, penso que não custa nada tentar descobrir o que faz desse serzinho tão arteiro, visto que não é da raça (como disse, é da mesma raça que o meu, e o meu se pudesse dormia o dia inteiro. Sempre foi assim. Sempre). Enfim. Passei a tarde pensando numa solução para o caso. Não posso levá-lo pra minha casa porque moro numa sozinha num apartamento minúsculo, e sei o quão ruim é ficar sozinha num apartamento minúsculo. Tampouco posso deixar que soltem ele na rua na esperança de que alguém o queira. Acho que vou fazer o que já devia ter feito há muito tempo: levar o bicho no veterinário.

Sei que parece meio Alicia (looney tunes feelings) esse post, mas eu preciso ajudar aquela criaturinha que toda vez que me vê fica feliz e falta morrer de alegria. Tudo por um cãozinho a menos na rua. Acho válido.

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Reaprendendo a blogar. Vou voltar a reclamar da vida, o universo e tudo mais por aqui. E sem apagar os posts, olha só.

E Brasília...Brasília é aprendizado, todas as vezes. E reafirmação, todas as vezes. E dessa vez, pela primeira vez, foi vislumbre. Do que eu quero e do que sei que pode ser.

Voltar à vida real nessa cidade quente cheia de situações e pessoas e coisas "xis" é difícil, sempre é. Vim de quase trinta dias de não fazer nada relacionado a trabalho, sem nenhum tipo de situação limítrofe, sem pessoas absurdas, só os que eu amo e que me amam e um vento frio todos os dias. E de repente despencar do aeroporto pro trabalho e pensar em todas as coisas que estão por vir, me dá um medo assim, ó. Mas tem nada não. A viver se aprende, sempre.